Perto do que você já pediu na cama, pedir pra usar camisinha é fácil
Será que as mulheres ainda têm vergonha de pedir que o companheiro use camisinha durante uma relação sexual? E o que é que eles andam respondendo para elas? Ou o que eles pensam quando recebem o “convite” para o sexo seguro?
Pesquisas mostram que camisinha ainda não é adotada com facilidade nas relações amorosas como se imaginava. Principalmente entre o grupo jovem há uma certa resistência – ou seria apenas falta de conscientização? Há quem acredite não ser necessário usar camisinha em um relacionamento estável; outros ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro caso ele propusesse sexo seguro.
Para tentar mudar esse quadro, o Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, que há 22 anos luta contra o preconceito utilizando a arte em sua comunicação, resolveu colocar este ano o foco no uso da camisinha. E a Neogama/BBH comprou a ideia e assina uma campanha especialmente bem humorada – Perto do que você já pediu na cama, pedir pra usar camisinha é fácil – e educativa.
Com lançamento previsto para o Dia do Sexo, próximo sábado (6/9), a campanha mostra as mais diversas práticas sexuais que podem acontecer entre quatro paredes. Para diferenciar bem uma da outra, elas foram construídas com técnicas de animação diferentes, trazendo elementos representativos.
A campanha, que também conta com mídia impressa e pôsteres, será veiculada nos canais de TV aberta e TV a cabo. Confira todo o material – frames, Jpegs em alta e em baixa resolução, filme de 60s em "mov", "mp4" e "mpg" – nesse link: http://we.tl/BQbWBmr4AX.
Usar camisinha é essencial:
· No Brasil, cerca de 600 milhões de preservativos são usados anualmente, mas entre 1 e 1,2 bilhão seriam necessários para prevenir a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis de forma satisfatória, segundo o Ministério da Saúde.
· Se usada de forma correta, a camisinha previne até 98% das transmissões do HIV, sendo o único método hoje existente para evitar a aids em populações sexualmente ativas.
· Quatro em cada dez jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável. Além disso, três em cada dez ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro caso ele propusesse sexo seguro. A conclusão é da pesquisa Juventude, Comportamento e DST/Aids realizada, em 2012, pela Caixa Seguros com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
· O estudo ouviu 1.208 jovens com idades entre 18 e 29 anos em 15 estados (Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás) e no Distrito Federal. As mulheres correspondiam a 55% da amostra e os homens, a 45%.
· Foram ouvidos 1.208 jovens com idades entre 18 e 29 anos em 15 estados (Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás) e no Distrito Federal. As mulheres correspondiam a 55% da amostra e os homens, a 45%.
· Ao todo, 91% dos jovens entrevistados já haviam tido relação sexual; 40% não consideravam o uso de camisinha um método eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ou gravidez; 36% não usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais; e apenas 9,4% haviam ido a um centro de saúde nos 12 meses anteriores para obter informações ou tratamento para DSTs.
· Os dados mostraram que falta aos jovens brasileiros o conhecimento de algumas informações básicas, já que um em cada cinco acreditava ser possível contrair o HIV usando os mesmos talheres ou copos de outras pessoas; e 15% pensavam que enfermidades como malária, dengue, hanseníase ou tuberculose são tipos de DSTs.
· Em 2012, entre 490 mil e 530 mil pessoas viviam com HIV no Brasil. Dessas, 135 mil não sabiam ter o vírus. A incidência da Aids no país, em 2011, chegou a 20,2 casos para cada 100 mil habitantes. Na época, foram registrados 38,8 mil novos casos da doença – a maioria nos grandes centros urbanos.
Ficha técnica da campanha
Agência: Neogama/BBH
Título: Fantasies
Cliente: Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade
Diretores de Criação: Alexandre Gama e Marcio Ribas
Redatora: Ligia Mendes
Diretor de arte: Fernando Patucci
Diretor Geral de Mídia: Luiz Gini
Direção de produção: Mariah Bayeux
RTVC: Paula Alimonda
Produtora:Vetor Zero/Lobo
Produtor Executivo: Alberto Lopes
Direção: Fábio Acorsi
Atendimento: Camila Carrieri / Márcia Guimarães
Coordenação de Pós: Eve Weigel
Concepts: Fernando Bittar, Felipe Frazão e Paulo Pássaro
Motion: Cristian Cunha, Chico Bêla, Felipe Frazão
Maurício Löbel, Paulo Pássaro, Victor Dinis e Nicolas Nasser
Render: Maurício Löbel
Stop-motion: Paulo Pássaro
Fotografia: Alexandre Elauiy
Prop Maker: Carmem Guerra
Producão: Fernando Lopes
Pós-produção e Finalização: equipe Vetor Zero/Lobo
Produtora de Áudio: Big Foote
Maestro/ Produtor: Christiano Jordão e Equipe Big Foote
Atendimento: Xanna D’aguiar
Aprovação Cliente: Andre Fischer e João Federici

