A Vivo inaugurou sua primeira loja conceito no Rio de Janeiro, no BarraShopping. A escolha foi feita porque a filial da operadora no shopping é a que mais vende smartphones no País e atende, em média, por mês, 16 mil clientes. O objetivo do lançamento da loja conceito é aumentar a aproximação com os clientes e a possibilidade de experimentar e aprender mais sobre a tecnologia oferecida pela operadora em seus planos e nos aparelhos que são comercializados na loja. O mercado do Rio, segundo o presidente da Vivo, Roberto Lima, é o terceiro no país em numero de assinantes e um dos mais concorridos. A Vivo tem 6,2 milhões de clientes no estado.

Aproveitando a presença na inauguração, Lima voltou a destacar os investimentos da operadora para 2011, de R$ 2,7 bilhões em áreas operacionais, mais R$ 780 milhões somente na compra de freqüências que foram leiloadas no ano passado e adquiridas pela empresa. Segundo ele, os recursos para investimentos são oriundos do caixa da empresa, de banco de fomento como BNDES e do mercado internacional, com valores convertidos para a moeda brasileira pelo mercado de swap.

Sobre o controle por parte da Telefónica, Lima disse que a aproximação com a Telesp em São Paulo vem acontecendo e que o processo caminha “sem formalismos”, com cada uma das empresas seguindo com a sua própria gestão. Ele destacou que o mercado vem crescendo 15% ao ano e investimentos são necessários. Um dos desafios, disse Lima, é a cobertura. “Há 50 mil antenas no Brasil, o mesmo número da Itália”, destacou.

Com relação à ação da Oi, que recorreu à Anatel e ao Cade, alegando que Vivo, Claro e TIM não reduzem suas tarifas de interconexão, Lima disse que aceita negociar, desde que outras tarifas pagas à Anatel também possam ser compensadas. Segundo ele, a Anatel cobra R$ 27 por habilitação de uma linha telefônica e R$ 13 para sua manutenção. Se não pagasse essas taxas, seria possível reduzir a tarifa de interconexão, cobradas de um celular para outro e de ligações de fixos para móveis.

“Dos 62 milhões de clientes da Vivo, 92% são das classes C, D e E. Desses, 30% a 40% não recarregam o celular mensalmente e usam o aparelho no tipo pai de santo, que só recebe. São 20% de clientes que não trazem receita entrante que tem um custo de manutenção da linha na Anatel”, destacou Lima, ressaltando que a redução da tarifa de interconexão sem compensações causaria uma “desinclusão social”.