Startup do grupo Red Ventures também já ultrapassou 1,6 milhão de acessos
A Azulis, plataforma do grupo Red Ventures que oferece soluções para MEIs e pequenas e médias empresas recebeu mais de 150 mil pedidos de maquininhas de cartão em seu comparador, desde maio de 2019, quando foi criada. A ferramenta compara as particularidades dos modelos presentes no mercado, além de taxas e condições de compra de cada adquirente.
"É inegável a importância de o microempreendedor adquirir maquinhas de cartão para o seu negócio, a fim de ampliar as opções de pagamento para o consumidor e, consequentemente, as vendas. É importante, no entanto, ficar atento às funcionalidades de cada modelo para comprar aquele que de fato encaixa-se no dia a dia da sua atividade e pode proporcionar menores custos e mais agilidade, por exemplo", afirma Daniel Miranda, gerente-geral da Azulis.
Entre as características mais procuradas, estão a presença de conectividade Wi-fi (32%), frete grátis (25%), além de aceitar vale-refeição (24%) e não precisar de conta bancária (20%). "A busca por essas especificidades é reflexo de alguns traços do Brasil e de sua população, como falta de infraestrutura telefônica (alcance de sinal em determinadas regiões) e a expressiva parcela da população desbancarizada – 45 milhões de pessoas, segundo o Instituto Locomotiva -, que mesmo não possuindo conta em banco, vender produtos e/ou prestar serviços dando a possibilidade de o cliente pagar com cartão", comenta Miranda.
As modalidades de pagamento também importam: 61% das pessoas que buscam as maquininhas para comprá-las ficam de olho nas taxas cobradas nas operações parceladas, que são preferência de mais da metade (53%) da população brasileira, segundo o SPC e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
A Azulis,, que já ultrapassou a marca de 1,6 milhão de acessos, revela os tipos mais procurados:
1) Máquinas com chip (precisam de um celular para funcionar) – 47%. Ideais para motoristas, entregadores e outros que estejam em deslocamento, efetuando vendas e cobrança.
2) Máquinas que imprimem comprovante – 30%. Boas para negócios com grande fluxo de pessoas e com balcão, como restaurantes, food trucks e padarias, pois não demandam o trabalho de anotar e-mails e números de celular para enviar recibos após as compras.
3) Máquinas sem chip (para usar com celular) – 23%. Ideais para pessoas físicas e profissionais autônomos que são os donos do celular com o aplicativo e usarão a maquininha, como promotores de vendas, revendedores, profissionais de beleza (manicure, maquiagem e cabelo), taxistas e motoristas de aplicativo.
No entanto, segundo a fintech, os modelos mais comprados não seguem essa ordem, pois a maioria dos empreendedores acaba usando como fator preponderante o preço das maquininhas no momento da compra, o que pode levar a um erro, de acordo com Miranda. "Os tipos sem chip, que precisam de um aparelho celular para funcionar, são os mais adquiridos por serem mais baratos, seguidos dos modelos com chip e que imprimem comprovantes", diz. Miranda ressalta que o valor pago na hora de comprar a maquinha não deveria balizar a escolha: "também é importante olhar para as taxas que o dono do negócio terá de arcar ao longo do tempo, em cada modalidade de pagamento (débito, crédito à vista e crédito parcelado). Isso é relevante, pois impacta o negócio no dia a dia – dependendo de quanto a pessoa transaciona, o valor a mais pago pela maquininha pode ser pago em poucos meses por conta de uma taxa mais atrativa", orienta.

