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A distância entre a forma como os jovens são vistos e como se enxergam

Publicado em 22/09/2026

Gen Z além dos estereótipos: pesquisa de Beats revela distância entre a forma como os jovens são vistos e como se enxergam

Levantamento da marca com 1.000 brasileiros mostra que alguns dos principais rótulos atribuídos à Gen Z são muito mais fortes entre outras gerações do que entre os próprios jovens
 

A Geração Z vive para as redes sociais? Prefere registrar momentos a aproveitá-los? Está trocando relacionamentos por conexões casuais? Uma pesquisa inédita realizada por Beats, marca de drinques prontos da Ambev, sugere que a resposta pode não ser tão simples assim.

Por meio da plataforma de pesquisa online Toluna, a marca ouviu 1.000 brasileiros, sendo 500 jovens da Gen Z (de 18 a 24 anos) e 500 pessoas de outras gerações, colocando os participantes diante das mesmas perguntas para comparar percepções e autoimagem. O resultado revela um padrão interessante: muitos dos comportamentos normalmente associados à geração aparecem com muito mais força na visão de quem a observa do que entre os próprios jovens.

A diferença fica especialmente evidente quando o assunto é vida digital. Beats revela que, enquanto 83% dos entrevistados de outras gerações acreditam que a Gen Z prefere registrar momentos a vivê-los, apenas 19% dos jovens concordam com essa afirmação. O mesmo acontece em relação às redes sociais: para 84% dos mais velhos, os jovens escolhem experiências pensando em como elas vão aparecer online. Entre a própria Gen Z, esse número cai para 29%.

Quando o tema é diversão, o contraste continua. Para 81% das outras gerações, os jovens dançam mais para produzir conteúdo do que para curtir o momento. Já entre os integrantes da Gen Z, apenas 21% compartilham dessa percepção. Na prática, a pista continua sendo parte importante da experiência: 57% afirmam que costumam dançar em festas.

Os relacionamentos também ajudam a contar essa história. Enquanto 73% dos entrevistados de outras gerações acreditam que a Gen Z prefere relações casuais, apenas 24% dos próprios jovens concordam. Ao mesmo tempo, 85% se definem como mais seletivos na hora de se envolver romanticamente, indicando que cuidado na escolha não significa necessariamente falta de interesse em construir vínculos.

Para Beats, os resultados mostram que talvez a conversa sobre essa geração esteja precisando de mais escuta e menos rótulos.

“Quando iniciamos a pesquisa, queríamos dar voz aos jovens para que eles próprios contassem como se enxergam. O que mais nos chamou a atenção foi a distância entre essa percepção e a imagem que muitas pessoas ainda têm da Gen Z”, afirma Mariana Porto, diretora de marketing de Beats. “Existe uma tendência de resumir essa geração a comportamentos ligados ao universo digital. Mas Beats construiu, ao longo do tempo, uma conexão muito próxima com esse público e sempre acreditou que os jovens também valorizam a presença, as experiências reais e as relações significativas. Agora, os dados reforçam algo que já observávamos na prática: a socialização continua ocupando um papel importante em suas vidas.”.

A pesquisa faz parte do trabalho contínuo de escuta cultural que Beats desenvolve junto ao público jovem adulto. Mais do que identificar tendências, a iniciativa busca entender as transformações de comportamento que estão moldando novas formas de socializar, se divertir e construir relacionamentos.

Os resultados que inspiram a nova campanha da marca, construída a partir da principal provocação revelada pelo estudo: afinal, quanto da imagem que existe sobre a Gen Z foi criada pelos próprios jovens e quanto foi construída por quem observa essa geração de fora? A partir dessa escuta, Beats identificou um comportamento que traduz bem a forma como esse público vive: para essa geração, e para Beats, o esquenta já é o rolê.
 

Mais do que uma etapa anterior à festa, o esquenta é onde muita coisa já acontece: surgem as conversas, os encontros, a música e as primeiras histórias da noite. A campanha parte dessa provocação ao mostrar que é justamente no esquenta que a Gen Z vive momentos, códigos e experiências que muitas vezes passam despercebidos por outras gerações. Ao transformar esse ritual em plataforma de marca, Beats joga luz sobre aquilo que acontece antes mesmo de a festa começar oficialmente.

Além de trazer respostas, Beats propõe uma reflexão sobre os comportamentos que cercam essa geração e sobre a importância de representá-los de forma mais fiel à maneira como os próprios jovens vivem, se conectam e socializam.