A Folha de São Paulo lançou neste domingo, 18, um programa que recebe informações e documentos de fontes anônimas. O Folhaleaks será utilizado como instrumento de investigação jornalística.

“O Folhaleaks foi criado para ampliar o acesso da sociedade a informações relevantes, estreitando ainda mais a relação dos leitores com a produção de reportagens de interesse público”, afirma Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha.

Textos e arquivos (vídeo, fotos, áudio) serão recebidos e passarão por uma triagem. O veículo afirma que “não serão publicadas informações que não tenham sido checadas e confirmadas pela equipe de repórteres do jornal.”

Os remetentes que tiverem enviado os temas considerados pela equipe de maior relevância poderão ser procurados pelos jornalistas para maiores informações. A confirmação de recebimento será emitida para os informantes através de um número de identificação de cada sugestão.

Segundo o jornal, o anonimato das fontes será mantido, caso seja uma opção do informante. O procedimento é autorizado pela Constituição brasileira.

A participação é espontânea e não remunerada. A Folha lembra que “não se obriga a informar o andamento e a conclusão de suas avaliações, nem se publicará ou não reportagem a partir dos dados.”