Apostando no bom atendimento, empresas fisgam clientes atraídos pelas ofertas da internet. Mas é preciso preparar bem os profissionais e os estabelecimentos
Os sites de compras coletivas viraram febre entre os internautas em 2010, e a perspectiva é que esta forma de comércio cresça cada vez mais. No ano passado, o setor movimentou cerca de R$ 10,7 milhões no Brasil. Para este ano, a estimativa chega à cifra de R$ 14 bilhões, segundo dados do E-bit. O sucesso das vendas se deve às vantagens que o e-commerce oferece tanto a empresas quanto a consumidores. Para o segundo grupo, o principal atrativo das compras pela internet é adquirir produtos com descontos que chegam a 90%. Os comerciantes, por sua vez, enxergam neste nicho uma excelente ferramenta para aumentar o mailing e oferecer os demais serviços da empresa. Como o faturamento conseguido em função das compras é muito baixo, os estabelecimentos costumam lucrar mesmo é com as vendas cruzadas, ou seja, oferecendo outros serviços e produtos complementares àquele que já será consumido com o cupom promocional.
De acordo com Suelli Domingues, diretora da clínica de estética Deep Laser, os clientes atraídos pela internet geralmente acabam adquirindo outros produtos no estabelecimento. “Muitas vezes essas vendas são negociadas por valores mais baixos, ou até pelo mesmo desconto oferecido no site”, diz. “Assim, é fundamental que o profissional saiba se comunicar bem, pois será com esse atendimento que a empresa irá obter lucro e fidelizar um cliente”. Atualmente, em torno de 20% a 30% de todo o faturamento da Deep Laser é proveniente dos consumidores atraídos pelos sites de compras coletivas. Além de preparar os profissionais é necessário também readequar a estrutura das empresas para lidar com o aumento da demanda. Ana Paula Pletz, sócia administrativa do salão de beleza Cammarim, conta que teve de contratar mais uma recepcionista e instalar uma nova linha telefônica em virtude do movimento atraído pelo site. “O principal benefício do anúncio foi a divulgação da marca, que passa a ser valorizada com o trabalho bem realizado e a satisfação do cliente” afirma.
“A ideia realmente não é apenas vender produtos e serviços, mas fixar a marca do cliente junto ao consumidor final fechando uma série de promoções”, conta Márcio Pascal, diretor executivo do site Magote (http://www.magote.com/). Segundo ele, como o público consumidor dos sites de compras coletivas é principalmente feminino, a empresa decidiu se especializar nesse segmento. No ar desde dezembro de 2010, os descontos oferecidos para as compras coletivas no Magote são inteiramente voltados para o universo feminino, contemplando desde tratamentos estéticos, serviços de mecânica, domésticos e até mesmo cursos de educação continuada, entre outros.

