Para a pessoa física, o plástico pode ser opção para inadimplentes e desbancarizados por oferecer segurança para quem quer realizar compras na internet; as empresas utilizam o produto para realizar gerenciamento do fluxo de caixa e aprimorar processos
Com o avanço dos cartões pré-pagos no mercado de meios de pagamento, a Agillitas, empresa especializada em soluções de pagamentos e emissora de cartões pré-pagos, anuncia investimentos de aproximadamente R$ 10 milhões em TI e aprimoramento de sua plataforma de serviços.
Atualmente, a empresa possui 120 colaboradores, sendo que 40% deles compõem a área de TI e estão focados em criar novos sistemas e aperfeiçoar os serviços disponibilizados aos clientes. “Possuímos uma célula de projetos exclusiva para o desenvolvimento constante de novas metodologias e implementação de dados com muita rapidez”, informa Roger Ades, CEO da Agillitas.
Além disso, a empresa conta também com site totalmente moderno. Recém-lançado, o endereço eletrônico está com identidade visual renovada, pode ser acessado por meio de celulares e tablets porque possui versão responsiva e conta com navegação prática e intuitiva, entre outros itens.
A Agillitas está também em um novo endereço, que possui estrutura física de vanguarda desenvolvida para assegurar a integração entre todas as áreas da empresa. “No primeiro dia, já foi possível perceber a mudança na dinâmica entre as pessoas. O clima descontraído tem promovido um ambiente positivo para o bom rendimento das atividades”, conta Ades.
A perspectiva da empresa, a partir dos investimentos realizados, é conquistar novos clientes e fechar 2018 com aumento de 30% em sua receita. Este ano, a fintech registrou aumento de 80% nas transações com os cartões pré-pagos e aguarda novo crescimento, de 50% em 2019. O volume transacionado deverá ficar em R$ 1,2 bilhão, em 2018. Além disso, a empresa deve aumentar o seu quadro de colaboradores e fechar o ano com um crescimento de 20%.
“As fintechs estão mudando a forma como o mercado e a sociedade realizam as transações financeiras pois atuam oferecendo tecnologias inovadoras, que revolucionam o modo como os serviços tradicionais são prestados”, avalia Ades.
As estimativas do mercado para o crescimento do plástico são bem positivas – tanto para a venda B2B como para a B2C. “No caso da pessoa física, pode ser opção para os inadimplentes, desbancarizados e até mesmo para quem quer realizar compras na internet com segurança. Já em relação às empresas, pode ser utilizado no gerenciamento do fluxo de caixa, além de cooperar para o aperfeiçoamento de alguns processos”, diz Ades.
Mercado e potencial de crescimento
Os últimos dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Créditos e Serviços (Abecs) apontam que, só no primeiro semestre de 2018, o volume transacionado pelos plásticos pré-pagos somou R$ 4,6 bilhões, aumento de 62,3% em relação a igual período de 2017, quando era de R$ 2,8 bilhões.
Com a maior digitalização de processos e o fácil acesso do plástico aos consumidores que não possuem vínculo bancário, o produto tende a dobrar de tamanho até 2019, segundo a entidade.
Além disso, de acordo com pesquisa da Federação do Comércio (Fecomércio) do Rio de Janeiro, realizada em julho de 2018, aproximadamente 36% dos brasileiros maiores de 18 anos não possuem conta em banco nem poupança. E, conforme a Serasa Experian, o Brasil tem cerca de 59 milhões de negativados por inadimplência.
“Esses dois dados mostram um número grande e relevante de consumidores que não possuem crédito no sistema bancário nem formas de movimentar dinheiro, exceto ao usar moeda em espécie. Com os cartões pré-pagos, esses grupos da população têm acesso a formas de movimentação de valores e aquisição de produtos”, finaliza Ades.

