O surgimento dos tablets alterou muitas coisas, e um dos setores que se viu obrigado a correr para acompanhar a era dos dispositivos móveis foi o de softwares. A indústria possui um faturamento em torno dos US$ 400 bilhões, mas teve de se adaptar.

“Os consumidores estão determinando as estratégias das empresas”, afirmou Donald Feinberg, vice-presidente da consultoria Gartner, de acordo com reportagem de Camila Fusco para a Folha de S.Paulo. “Os limites de uso entre o que o executivo usa profissionalmente e para seu consumo pessoal estão cada vez menores”, completou.

Espera-se que sejam comercializados 59 milhões de tablets no mundo apenas neste ano, mas somente 25% deles estarão nas mãos das empresas, o que corrobora a posição de Feinberg sobre a mistura dos consumidores. Mais de 260 milhões de aparelhos terão sido vendidos nos próximos quatro anos.

“Os aparelhos móveis, como tablets e smartphones, são os novos desktops e estão transformando a indústria de software”, disse Bill McDermott, copresidente da SAP, empresa que lidera o mercado de softwares empresariais. A companhia, que acaba de criar uma loja de aplicativos online, é responsável por parte dos grandes investimentos recentes do setor, tendo comprado recentemente a Sybase por quase US$ 6 bilhões.

Nesse caso, o foco não é o usuário doméstico, mas executivos, que procuram por apps para acompanhamento mercadológico. A intenção da SAP é chegar a 1 bilhão de usuários até 2015.

Uma das transformações já sentidas é o modelo de cobrança. Antes, as empresas recebiam adiantado pelo desenvolvimento de determinado produto, mas agora precisa atender sob demanda – com pagamento acompanhando a usabilidade.