Estudar no recesso escolar como uma alternativa para compensar o tempo mal gasto durante o período de aulas pode ser perigoso para a continuidade do aluno no segundo semestre, principalmente se ele pertence ao Ensino Fundamental ou Médio. O estudo deve ser inserido na vida do estudante de forma gradual e contínua durante a época de aula, sempre buscando a melhor forma de inserção, de acordo com as especificidades de cada um.
Alguns estudantes começam a se preocupar em estudar além das aulas apenas no Ensino Médio ou na época do vestibular, e daí surgem muitas dúvidas sobre o que fazer para se preparar, já que estudar ainda não faz parte do seu cotidiano, não se tornou um hábito. Nesse contexto, estudar no fim de semana e no recesso escolar não é o caminho para recuperar algo que ficou para trás.
O ideal é realizar um plano de estudos equilibrado, aliando atividades de lazer ao aprendizado e a revisão de modo que, aos poucos, o estudo se torne parte natural da rotina. No entanto, é importante saber que estudar durante o mês de julho exige cuidado, pois o segundo semestre tende a ser muito desgastante e desafiador, principalmente para os que almejam uma vaga em uma universidade.
Nas últimas semanas de recesso escolar, a sugestão é estudar por tempo semelhante ao das aulas regulares para que o corpo retome os hábitos adquiridos durante o primeiro semestre. Montar grupos de estudo com amigos e colegas pode ajudar na melhor readaptação pois nessa troca, os conteúdos revisados podem apresentar ângulos diferentes e criar uma dinâmica menos desgastante para o candidato.
Escolher a revisão de conteúdos já vistos em aula a partir de erros em avaliações realizadas no primeiro semestre também é uma boa estratégia, já que revisar todos os conteúdos de todas as disciplinas é contra produtivo, uma tarefa que não traz benefícios e pode ser considerada inalcançável. Revise o que menos sabe e as questões erradas mostram exatamente isso.
Educadores e educandos estão imersos em um mundo de novas ideias, informações e reflexões que, com o passar dos anos, reflete na criação de estratégias de estudo além da sala de aula. Esse desenvolvimento ajuda não só na consolidação de novas ideias, como também na recuperação do desgaste psíquico que todo esse processo promove, e isso é fundamental para alunos e professores, partes diretamente envolvidas na construção de novos saberes.
*Thássilo Antunes é autor e professor do Sistema de Ensino pH

